Federação Catarinense de Motociclismo

ESPECIAL - Riffel Motocross nos
10 anos de provas em Tubarão
Texto e fotos: Gerson Coas - Reportagem FCM

Largada da categoria MX1

Vista do Motódromo Nandi Margotti

O presidente do Conselho agradeceu aos colaboradores

Festa dupla de Marcello Ratinho e sua equipe

Milton Chumbinho voltou a vencer na MX3...

... mas o irmão Elton lidera com folga

Erivelto (45), Anísio (128) e Sandro (117) num dos pegas da MX3

Ratinho estreou na temporada da MX2 com vitória

Gabriel ficou em terceiro, mas lidera a MX2

Marronzinho acelerou, mas o Rato escapou...

Pipo fez 2º na MX2 e 3º na MX1

Smakovicz tem subido regularmente ao pódio

Muvuca na largada na intermediária

Frena (361) e Samuel (65) duelaram até a 10ª volta

O momento em que Kraemer passava Luzenir (231)

Na largada da nacional, Germano (719) saiu na frente

Ramon França assumiu a liderança da nacional

Eduardo Rosing venceu na 230cc

Na 85cc Henn (400), Tauan (13) e Dalfovo (200)

Só no final Henn conseguiu uma folga...

... enquanto Voigt (111) se ocupou com Northon (83)

Rodrigo Riffel tem 100% de aproveitamento da 65cc

Luciano Oriano Jr. ficou em segundo na 65cc

Wagner (34) e Pietro (5) no pega da 50cc

Pódio da 50cc

A equipe que trabalhou na 3ª etapa do Riffel MX, em Tubarão

A comunidade de Sertão dos Corrêas, em Tubarão, no Sul de Santa Catarina, comemorou no quarto domingo de maio, dia 24, a realização da sua 10ª prova de motocross dentre as competições regionais e do estadual. Essa foi válida pela terceira etapa do Riffel Motocross – Campeonato Catarinense 2009. E que corrida para comemorar! Tão competitiva quanto a abertura em Indaial, a segunda em São José, ou talvez mais.

“Acredito que foi a melhor prova que a gente já teve em Tubarão. A organização trabalhou com empenho, transcorreu tudo de acordo e na pista os pilotos proporcionaram pegas emocionantes. Estão todos de parabéns”, disse Kiko Cidade, presidente da FCM.

Nos 1.100 metros do traçado o paulista Marcello Lima, o “Ratinho”, dominou. Pela primeira vez correndo naquela pista ele demonstrou que daria trabalho aos concorrentes no warm-up, quando foi o mais rápido da MX2 e da MX1. A tarde, nas baterias, ele confirmou a sua velocidade com duas vitórias.

Na MX3 deu Milton “Chumbinho”, na 65cc Rodrigo Riffel e na 50cc Pietro Pimentel. Pela intermediária Samuel Pacheco venceu a corrida, mas com uma punição caiu para a quarta colocação, ficando pela primeira vez a vitória nas mão de Maicon Frena; também venceram pela primeira vez Gustavo Henn, da 85cc e Gerrmano Vandresen, estreante da nacional nesse campeonato. Na nacional 230cc a vitória foi de Eduardo Rosing.

Mas antes de começarem as baterias, autoridades e representantes locais falaram da satisfação em realizar mais uma vez a competição na comunidade. E finalizando a solenidade, o organizador Wanderlei Beckhäuser Mattos deu como aberta a etapa.

Como foram as baterias

MX3 – No warm-up apenas 67 décimos de segundo separaram o primeiro Milton Chumbinho do terceiro colocado, Alexandro Martins. Elton Becker ficou em segundo a apenas quatro centésimos do ponteiro. Erivelto Nicoladelli ficou em quarto, a 1”231... será que a bateria prometia?

Na largada Chumbo saiu na frente e entre os cinco primeiros Anísio Clasen, Rogério Schmitt, Martins e Sandro Silviera. Elton caiu e recomeçou de último, fechando a volta inicial a 28 segundos do líder.

“No primeiro salto após a largada o piloto que estava na minha frente refugou e eu bati na roda traseira dele e caí, coisa que acontece. Durante a corrida eu estava meio tonto, mas com toda a adrenalina vai embora. Fiz até a melhor volta da prova! Foi só no pódio que eu percebi que estava errado. Comecei a falar coisas nada a ver... senti gosto de sangue na boca... cuspi e era sangue mesmo. Aí me assustei. Fui levado para o hospital e os exames não revelaram nada de mais grave. Felizmente só um grande susto mesmo”, resumiu Elton que terminou a bateria em terceiro e mantém a liderança com 70 pontos, 10 de vantagem sobre o vice-líder Elizeu Glanert, quarto colocado na bateria.

O vencedor Milton Becker, comemorou o seu retorno. “Voltar ao estadual e com vitória foi muito bom. Na verdade, como me machuquei no início da temporada, esse ano eu ainda não havia vencido. Mas acho que ainda dá tempo de recuperar muita coisa”, revelou o atual campeão nacional da MX3.

MX2 – João Paulo Feltz largou na frente da MX2, seguido de Pipo Castro, Ratinho, Gabriel Gentil e Leandro Smakovicz colados. Ratinho assumiu a liderança na segunda passagem, enquanto Pipo superou Feltz na volta seguinte e partiu para a perseguição ao ponteiro. O ponto alto da disputa pela primeira colocação foi entre a 10ª e a 15ª volta, quando o Rato e o Pipo estavam bastante próximos e marcaram também as suas melhores voltas da prova.

“Fazia tempo que eu não andava de 250cc. Mas depois que me adaptei ficou divertido. A bateria começou quente. Como o João Paulo largou na frente, tive que forçar desde a primeira volta, até porque o Pipo, o Gabriel, enfim... estávamos todos juntos. No final consegui abrir um pouco e pude comemorar”, falou o vencedor Marcello Ratinho.

Estreando no estadual com a KTM na MX2, Gabriel ficou em terceiro, mantendo a liderança da classificação da categoria. “O João Paulo estava rápido e eu demorei a passar. Nisso o Pipo e o Rato abriram um pouco e eu não consegui mais fechar a diferença. Está valendo, afinal o nível da categoria estava muito forte e na pontuação geral eu continuo na frente”, disse Gabriel que tem 67 pontos, 15 de vantagem para o vice-líder Smakovicz que terminou a bateria em quinto. Primando pela regularidade Paulo Krutzsch Jr. é o terceiro com 47 pontos, seguido de Tiago Hort com 46. Eduardo Lima, mesmo sem participar, é o quinto colocado no geral com 44 pontos.

MX1 – Quando as motos de 450cc entraram na pista a situação não mudou muito. A liderança da classificação geral da MX1 já estava com Ratinho, porém ainda sem vencer uma bateria. Mas dessa vez a sua comemoração foi completa. Largando na frente ele não deixou que João Marronzinho o superasse.

“Como nessa eu consegui largar na frente, cuidei para não errar, pois sabia que estava rápido. Aliás, quanto a pista, bem divertida. Diferente das anteriores, esse era um traçado curto, com muitos saltos... bem técnico. Fico muito feliz porque, embora liderando, até agora eu não havia vencido. Então dedico essa vitória a toda a minha equipe, patrocinadores e principalmente ao meu irmão Dudu que está se recuperando e logo vai estar de volta correndo com a gente”, concluiu Ratinho que soma agora 75 pontos.

Com a segunda colocação Marron subiu ao pódio visivelmente chateado. Mesmo não pontuando pelo catarinense, essa foi a sua primeira derrota no Riffel Motocross, justamente na pista que é a mais próxima da sua casa.

“Eu acelerei o que deu mesmo, afinal todo piloto sempre quer vencer. Cheguei a botar de lado numa saída de curva, mas aí deu um neutro no câmbio... o Rato escapou e dali em diante não consegui mais me aproximar o suficiente para tentar passar”, relatou Marrom mostrando o óculos praticamente todo sujo e as várias marcas pelo corpo das rajadas de barro, resultantes da perseguição.

Marrom fez a melhor volta – na sexta passagem – com o tempo de 1’06”588.

Pipo largou e terminou em terceiro. Para ele que nessa temporada tem como principal objetivo a MX2, o resultado valeu. “Na MX1 o ritmo estava bastante forte. Na MX2 dava ter feito melhor, mas foi um ótimo treino”, disse Pipo que após a etapa de Indaial transferiu a sua filiação para Minas Gerais, a fim de representar a sua equipe no campeonato Mineiro.

Gabriel terminou a bateria em quarto e é o vice-líder somando 64 pontos, seguido de Luiz Zimermann com 46. Smakovicz tem 44 e Richard Berois é o quinto no geral com 39 pontos conquistados.

Intermediária – Confusão na largada da intermediária que teve 28 participantes. No afunilamento Luis Felipe Claudino apareceu sozinho dois a três metros a frente do pelotão e se safou, enquanto Victor Feltz, Samuel Pacheco, Arthur Guimarães, Maicon Kraemer e Cléber Neves se embolaram. Para escapar Samuel cortou a demarcação da pista, manobra que lhe deu vantagem para fechar a volta inicial na terceira colocação, atrás de Luis Felipe e Maicon Frena. Entretanto tal manobra lhe custou uma penalização de 30” no seu tempo de prova.

Na volta seguinte Luis Felipe teve problemas e caiu para a 24ª posição, deixando o caminho livre para Frena e Samuel travarem a disputa pela liderança. Frena suportou as investidas até a 10ª das 15 voltas da prova. E nessas cinco voltas restantes Samuel abriu vantagem que lhe garantiu a quarta colocação com o tempo corrigido, embora ao receber a quadriculada ele nem soubesse da punição.

Quem se deu bem com isso também foi Kraemer. Ele que fez a primeira passagem na 11ª colocação, superou Luzenir Cardoso e assumiu a terceira colocação da corrida aos sete minutos, fez a volta mais rápida da prova e continuou acelerando fundo até o final, chegando a 5” de Frena. Com a correção do tempo, a segunda colocação deu a Kraemer a liderança da categoria com 67 pontos.

Na seqüência estão Feltz (62), Frena (59), Samuel (56) e Luis Felipe (54) que ainda terminou a bateria na sexta colocação ao passar Alex Cavalca na última volta. O local Murilo França completou o pódio na quinta posição.

Para Frena a vitória veio em boa hora. “Estou treinando bastante. Estava rápido nos treinos e sabia que poderia ter um bom resultado. Agora espero repetir a vitória na próxima etapa, que acontece lá na minha cidade, Brusque”, falou o vencedor da etapa de Tubarão.

Nacional – A largada das classes nacional e nacional 230cc também teve enrosco, porém mais assustador. Ivan Wiggers ficou com a perna direita presa entre a roda traseira e o amortecedor da sua CRF 230cc. A prova foi interrompida e na relargada, que teve Ivan participando, Germano Vandresen, da nacional, e Eduardo Rosing, da 230cc, dispararam na frente e assim terminaram, com a primeira e segunda colocações, respectivamente.

“Comecei a correr na nacional por acaso. Fui a Canelinha participar do Brasileiro com uma moto emprestada. Como fui bem, comprei uma 230cc também, fiz mais um segundo lugar na etapa gaúcha do Brasileiro e aqui em Tubarão venci pela primeira vez no estadual. Agora vou continuar a temporada nessa categoria”, falou Germano.

Bruno da Luz (nac 230cc) terminou em terceiro no geral, seguido de Ramon França e Paulo Krutzsch Jr., ambos da nacional. Para Ramon esse foi um excelente resultado, visto que ele largou na 17ª e penúltima colocação. E com a pontuação obtida ele passou da terceira posição para a liderança do certame com 61 pontos, três de vantagem para Felipe Legarrea e 13 para Paulo Jr.

Na nacional 230cc Anderson Robl permanece líder com 47 pontos.

85cc – Mais uma vez a classe 85cc teve pegas emocionantes. Assim como a MX2 e a intermediária, por enquanto na 85cc nenhum vencedor conseguiu repetir o feito. Entre os quatro primeiros da classificação, há apenas 11 pontos de diferença.

Quando baixou o gate Gustavo Henn largou bem e não demorou em confirmar os bons tempos feitos nos treinos. E quando assumiu a liderança se manteve até o final, mesmo com as investidas de Tauan Brenner.

“Eu sempre espero o melhor de mim, mas fiquei surpreso com a vitória. Na metade da corrida vi que eu estava me distanciando e que o Tauan tinha baixado o ritmo. Então fui me soltando mais e quando eu vi, venci a prova. Agora é treinar forte e me dedicar cada vez mais para que nas próximas etapas eu possa repetir esse resultado”, disse Gustavo.

O único que teve uma prova tranqüila, ou melhor, sem pressionar nem ser pressionado foi Hallex Dalfovo, terceiro colocado. Venício Voigt teve trabalho para segurar Northon Carvalho, que insistiu durante a bateria toda em lhe tomar o quarto lugar, porém, sem êxito.

Agora Voigt, Tauan e Gustavo tem uma vitória, mas no geral a vantagem é de Tauan com 69 pontos, contra 63 de Voigt, 62 de Dalfovo e 58 de Gustavo. Northon ocupa a quinta colocação no geral com 50 pontos.

65cc – Pela classe 65cc Rodrigo Riffel levou mais uma e novamente com o pneu traseiro furado. Com mais idade e experiência que os concorrentes, ele está usando essa temporada do estadual como preparação para o seu desafio principal, o Campeonato Brasileiro. Prova disso é que Rodrigo manteve o gás mesmo depois do problema com o pneu.

“Eu aproveito para treinar, sem baixar o ritmo em momento algum”, disse Rodrigo, que completou: “Temos vários pilotos começando bem nessa categoria. Logo todos estarão acelerando forte”, concluiu. Luciano Oriano Jr., Leonardo de Souza, Bruno Couto e Kaue Vieira completaram o pódio.

No geral Rodrigo tem 100% de aproveitamento com 75 pontos, seguido das disputas de Kaue com 52 e Bruno com 51 pontos, e ainda Henrique Schmitt com 45 e Oriano Jr. com 44 pontos.

50cc – Na 50cc o garotinho Wagner Oliveira deu trabalho ao líder da categoria Pietro Pimentel. No warm-up vantagem de Wagner por quatro décimos. Na bateria Pietro começou na frente, mas nas duas voltas seguintes Wagner manteve-se a frente. Pietro era mais rápido na sessão de costelas, emendando de duas em duas, enquanto Wagner levava vantagem no restante do traçado.

Nas seis voltas seguintes os dois revezaram os melhores tempos. Porém na metade final da volta decisiva Wagner foi para o tudo ou nada e ... acabou caindo. Quadriculada para Pietro com vantagem de 28”. Wagner ficou em segundo, seguido de Igor Farias, Thiago Brenner e Antony Maso.

Na classificação geral Pietro soma 75 pontos, Wagner 64, Igor 62, Thiago 52 e Felipe Farias 48 pontos.

A terceira etapa do Riffel Motocross – Campeonato Catarinense foi uma realização do Conselho Comunitário de Sertão dos Corrêas.

O campeonato é organizado e supervisionado pela Federação Catarinense de Motociclismo, com patrocínio da Riffel e apoio da Motoshop, Destak Transportes, Governo de Santa Catarina e Fundesporte.

A próxima etapa da competição, a quarta da série de oito, está marcada para os dias 20 e 21 de junho, em Brusque, no Motódromo Colina Verde.

 

Para conferir os resultados completos da etapa e a classificação após três etapas, clique aqui

 

 

 

 

 

 

 

 

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